4 de abr de 2011

Esse texto me rendeu fama de drogada depressiva na faculdade. E nem é meu.

Eu
quero chafurdar na dor desse ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodka, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, ginseng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina e ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum pana qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-essa-razão só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá e me lamurio até o sol pintar atrás daqueles edifícios sinistros, mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?

C.F.A.

16 de out de 2010

'-'

Você já viu uma taça de vinho dizendo que vai te ligar no outro dia, e não liga?
Ou então uma dose de tequila dizendo que é jovem demais pra se envolver?
Ou uma latinha de cerveja pedindo um tempo pra decidir se realmente é aquilo que quer?
Ou ainda, uma dose de martini dizendo que você é a pessoa certa na hora errada?
P
or acaso uma garrafa de vodka já “beijou alguém na tua frente”?

O
u então, você já levou chifre de um litro de whisky?

O
u até mesmo uma caipirinha te comeu e depois sumiu?

NÃO.

E
ntão, vamos beber, porque amar está foda.


O
amor é como gasolina. Custa caro, acaba rápido e pode ser facilmente substituída pelo álcool.


22 de set de 2010

'

É uma mistura de sentimentos, uma confusão só.

Eu estou feliz, muito, de uma forma que há muito tempo eu não ficava, mas às vezes, acho que estou errada em ficar alegre enquanto meus melhores amigos estão tristes ou decepcionados. Aí fica aquela coisa estranha dentro de mim, um aperto no coração, mas um alívio, uma sensação diferente, que não sei explicar.

Não queria que fosse assim, queria que tudo tivesse dado certo para uma, que o outro não estivesse em depressão. Que ela estivesse bem, ou que ele estivesse com o amor da vida dele ainda.

Me sinto péssima quando eles perguntam se está tudo bem e eu falo verdadeiramente que sim, que está tudo ótimo. Como pode estar tudo ótimo se aqueles que eu mais considero estão mal?

Sei que quando era comigo, não tinha isso, era cada um no seu quadrado, mas eu não consigo ser assim, não sei me desligar dos amigos que de certa forma, estão precisando de mim.

Enfim, é apenas um desabafo, é apenas uma confusão.

29 de abr de 2010

O velho jogo de sorrir ...

Há meses eu não sei mais o que acontece comigo.

Estou confusa, com medo, não sei.

Tenho vontade de chorar, gritar, rir, sumir... Sinto uma angustia enorme, um nó na garganta, dor no peito. E isso simplesmente não passa.

Já não consigo comer direito... Muitas vezes, vou dormir em jejum, mas isso não tem tanta importância mais... Pelo menos não para mim.

Já é rotina acordar mal, tanto fisica quanto psicologicamente... Mas eu simplesmente NÃO AGUENTO MAIS.

Não aguento mais acordar chorando no meio da noite por um pesadelo horrível, ou mesmo não conseguir nem dormir por chorar demais.

Os dias estão passando e em mim tudo está igual; estou como uma pedra, sempre no mesmo lugar, sendo chutada para todo canto, mas não querendo estar lá, e sem ter reação alguma. Esqueci de viver; eu gostaria de ser a pedra jogada no rio, iria apenas chegar ao fundo e nunca mais voltar. Talvez essa seja a minha vontade, sumir para nunca mais ter que olhar para rostos mascarados, sorrisos falsos, abraços com um punhal; e é claro, nunca mais voltar, mesmo se precisar morrer... afinal, custe o que custar.

Já estamos em Maio, daqui uns dias é meu aniversário, e do momento em que desejei "Feliz Ano Novo" até agora, só consigo pensar em uma coisa boa que me aconteceu, mas que infelizmente não passou de um sonho bom; – algo que eu não sei o que é há muito tempo.

Eu gostaria que tudo o que aconteceu e o que está acontecendo fosse apenas um pesadelo, daqueles que doem de verdade, como um tiro, talvez. Não importa o meu fim nesse inferno, desde que eu acordasse e visse que tudo não passou de um maldito pesadelo. MALDITO.

Algo que me invadiu e que está tomando meu corpo e minha mente é o ódio. – o que eu nunca senti de verdade, até então – Não quero sentir isso, não me faz bem, mas é inevitável. Nunca antes eu quis bater tanto em alguém até deixar a pessoa no chão, nunca tive vontade de ver alguém sofrer tanto quanto quero agora. Eu sei que é errado, sei que não fará bem nem para mim mesma, e, como disse um amigo, a pior arma que o ser humano tem é o que ele deseja a alguém... mas meu ódio e meu desejo de dor a esse alguém é tanto que eu nem me reconheço mais.

Mas eu sorrio. Estou sorrindo o tempo todo, para todos à minha volta. Isso é fácil, assim como dizer "eu estou bem".

Sinceramente, eu não sei o que estou escrevendo aqui, são tantas coisas passando pela minha cabeça, eu estou tentando escrever tudo, tentando lançar meus pensamentos vãos, desabafar. Eu só queria poder voltar no tempo e fazer tudo certo, quem sabe agora eu estaria bem? Ou talvez não, eu não sei o que quero, não consigo ter certeza... Só tenho certeza de uma única coisa, mas não depende só de mim.

Eu simplesmente não me reconheço mais.

Quero a antiga Mayara de volta, por favor!


Desculpem o desabafo enorme, mas precisava disso.


"Se meu sorriso mostrasse o fundo da minha alma, as pessoas ao me verem sorrindo, chorariam comigo." – Kurt Cobain


"O velho jogo de sorrir quando o que mais se quer é se desmanchar em lágrimas."


Eu te odeio

Eu te odeio

Eu tenho pena de mim


Eu não posso dizer.


18 de abr de 2010

(...) Fui para o meu quarto e fiquei refletindo sobre tudo o que aconteceu.
Cheguei à uma conclusão: o Jimmy foi assassinado, e o Denny sabe algo sobre a morte dele. Ele é doente por mim, não quis nem saber sobre a morte, me viu o beijando, ficou com raiva. Na mesma madrugada, Jimmy morreu.
Resolvi voltar à casa dele e tirar isso a limpo.
Quando cheguei na frente do condomínio, o vi saindo com alguns "amigos". Resolvi segui-los. Após umas 2 horas, eles ainda estavam sentados em um bar, mas ninguém bebia e nem comia nada, apenas conversavam. Enquanto os observava, vinha à minha mente cenas do assassinato de Jimmy. Era muito estranho, estava tudo muito desfocado, e eu via apenas o Jimmy sendo atacado por outra pessoa, um "clone" dele. Quando me dei conta, os três não estavam mais no bar. Perguntei para pessoas da mesa ao lado se elas viram a direção em que eles foram. Fui correndo e logo os avistei.
Já não sabia em que bairro estava, mas sabia que estava escondida, observando-os em uma rua sem saída. Meu coração batia descompassado, meus pensamentos estavam desalinhados. Eles apenas conversavam, até que um deles avistou uma moça saindo de sua casa. Todos foram em direção, a cercaram e o Denny avançou sobre ela. Assisti a cena chocada. Após alguns minutos, ele a largou no chão, provavelmente morta. Ele olhou para mim, seus olhos estavam vermelhos, sua boca escorria sangue. Fiquei parada no meio da rua, ele e os outros vieram em direção a mim. Não tive medo dele, apenas fiquei chocada.
Creio que ele não teria coragem de me matar. (...)

D
esculpem mais uma vez enchê-los com meus trechos de contos idiotas, mas não sabia o que postar, e queria.

19 de nov de 2009

OMFG mais de um mês sem postar ._.
Fim de ano é assim, ainda mais com relação aos estudos.
Provas, provas e mais provas... (assumo que os finais de semana do mês de outubro foram de diversão, diversão e diversão)
Fora que mal estou me aguentando acordada, pois a gripe acabou comigo (estou postando e tomando sorvete, para ajudar mais ainda)
Que seja, não tenho o que postar e to na bad, então vou contar uma historinha.

Era uma vez uma menina Estranha, que mesmo com alguns amigos, queria a amizade daquele que não fazia questão da sua. Esse Alguém, um dia fora melhor amigo da tal Estranha, mas hoje, a trata como "a garota da minha sala".
Ele não se importava com ela, que só queria o bem dele.
O bem e talvez algo mais.
O ''algo mais'' que ela tanto desejou durante anos só seria "mais" para uma Única pessoa.
Única é o sonho do tal Alguém. Um sonho muito distante.
Estranha aturou ver Única brincando com os sentimentos de Alguém durante dias, semanas, meses...
Durante um ano inteiro. Mas Alguém é bobo, gosta de sofrer, de ser marionete. Única sempre disse a ele "talvez eu termine meu namoro para ficar com você".
É, um namoro de quatro anos.
Chegou um dia que Estranha não aguentou mais. Viu Alguém chorando por Única, e mesmo sem conversar com ele durante meses, quebrou o silêncio com "Eu te conheço melhor do que qualquer pessoa que está aqui, sei que você está apaixonado por ela e está sofrendo. Alguém, ela não é para você... procure ao seu redor, com certeza terá uma pessoa, mesmo sendo uma Estranha que já virou desconhecida, querendo te dar o amor que ela não quer. Esquece essa Única de uma vez!"
E Alguém, com os olhos cheios de lágrimas, apenas suspirou: "Vá se foder, esqueça que eu existo".

E é isso que a Estranha está fazendo. Se fodendo e esquecendo da existência de Alguém, mas ela pode garantir que Alguém está se fodendo muito mais, chorando por aquela que nunca mereceu nem uma lágrima sequer. Ainda é difícil para ela ver a tristeza nos olhos de Alguém, mas como ele mesmo disse, "vá se foder".

8 de out de 2009

Sonhar é bom?

Um sonho, uma história inexistente ali.
Talvez seja aquilo que sempre desejamos.
Talvez seja aquilo que mais tememos.
Já ganhei na loteria
Já encontrei o amor da minha vida
Já conheci os lugares mais fantásticos
Já fui prostituta, já fui executiva.
Já lutei contra monstros
Eles já me mataram
Já morri queimada, afogada
Já levei tiro
Já senti dor
Já me excitei
Já chorei
Já me apaixonei
Talvez, nos sonhos nós façamos o que não temos coragem de fazer.
Talvez, nosso sonho seja viver nos sonhos.
Talvez, sonhar seja a melhor coisa da vida.
Talvez, sonhar acabe com a nossa vida.
E você, o que sonhou?


30 de set de 2009

Va fa napoli

Além de roubar aquele que foi capaz de me amar, roubou também meu sonho.
Roube-me também a vida... não falta muito para você conseguir.
Sim, isso é para alguém que me tirou as únicas coisas que eu tinha.
Não citarei seu nome, não vale a pena.
Não, eu não a odeio. Pelo contrário, quero seu bem.
Alguns daqui devem conhecê-la, ela participa do programa Temporada de Moda Capricho, que passa toda quarta, às 21horas no Boomerang. Espero que ela vença, para assim realizar o seu sonho, já que o meu, ela realizou por tabela.
Enfim, ela não é o caso, só um desabafo mesmo.
Ultimamente andei lendo o livro Lua Nova, não porque concordo com a fantasia (vampiros deveriam ser incinerados pela luz solar, não brilharem lindamente como diamantes), mas porque estava vivendo do ócio e precisava de algo para fazer urgentemente, e assumo que mesmo lendo o livro com certo receio, gostei e lerei os outros dois, e quando sair o Sol da Meia-Noite, também lerei.
O que me chamou a atenção é que a protagonista descreve sua dor/tristeza como "um buraco em seu peito", e, quando decepcionada, triste ou algo assim, perde o ar, sente uma dor como se fosse um estilete estivesse rasgando-o e deixando inflamar.
O que isso tem a ver comigo? Bom... nada, a não ser o fato de que o meu "buraco" estava cicatrizando, mas agora, parece que jogaram gasolina e acenderam um fósforo lá dentro.
Estou queimando por dentro, mas sou falsa o suficiente para não deixar isso transparecer.

20 de set de 2009

Olhos Vermelhos

Escrevi um conto para a escola, e me apeguei tanto a ele que resolvi postar um pequeno pedaço aqui. Para quem ler e se interessar, disponibilizei ele completo para DOWNLOAD (clique aqui para baixar)

Sinceramente, gostei de boa parte da história, menos da parte final, que está uma bosta. Odeio escrever sob pressão.

Anyway, segue:


(...) Acabou as férias, não podia me atrasar no primeiro dia do semestre. Cheguei à faculdade, subi as escadas correndo, mas trombei com alguém.

- Ai... Me desculpa, sou muito desastrada!

- Não tem problemas. – se abaixou para pegar meu caderno.

- Obrigada.

- De nada. – entregou meu caderno e saiu andando.

- Ei! – não sei por que o chamei. Agi por instinto.

- Fala... – disse ele, olhando para trás.

- Qual é o seu nome? – senti meu rosto corando.

- Denny. – se virou e foi embora.

Cheguei atrasada à sala de aula, me sentei na última carteira e durante toda a aula, só conseguia pensar naquele rapaz. Acho que o interesse não foi mutuo. Nem perguntar meu nome ele não perguntou. Chegou o intervalo. Fiquei sentada em uma mesa lendo o livro “Os Sete”, de André Vianco. Me senti sendo observada, e aquilo incomodava demais. Virei para trás, e dentre muitas pessoas, o encontrei sozinho, fumando e ouvindo música. Ele me encarava de uma forma sombria e encantadora. Sorri. Ele não demonstrou vergonha, não desviou o olhar. Apenas continuou me encarando. Senti minhas bochechas ficando vermelhas. Sempre tirei satisfação com os outros, sempre os enfrentei, mas dessa vez era diferente. Tudo o que conseguia fazer era ficar com raiva, virar-me para frente e voltar a ler (...)


(...) Estava subindo as escadas quando fui puxada pelo braço.

- Me solta! – não sabia quem era, mas não gostava desse tipo de “brincadeira”.

- Pensei que você ia falar comigo. – reconheci a voz. Era o Denny.

- E porque deveria?

- Você me encarou o intervalo inteiro. Fiquei esperando.

- Eu te encarei? Você me olhou o tempo todo...

- Eu tenho certeza que você estava gostando. Até sorriu.

- Sou educada. – não consegui dizer mais nada. Aquele sorriso me desconsertava.

- Você está louca para que eu pergunte seu nome, não está?

- Não, isso é indiferente. – como ele sabia? Eu deixei tão na cara?

- Você deve estar pensando “nossa, como ele sabia?”, mas está na sua cara. Então, como é o seu nome?

- Fuzz – respondi imediatamente. Esperei a noite toda por essa pergunta.

- Belo nome. É bem diferente. Você tem descendentes franceses e italianos, acertei?

- Acertou... Mas como?

- Seus traços. – levantou uma sobrancelha.

- Eu... Tenho que ir. – disse assustada. – Boa noite.

- Boa noite.

Estava indo para a sala e ele me chamou.

- Fuzz!

- Fala.

- Posso te ligar?

- Claro – fui contra todos os meus princípios, mas aquele cara mexeu muito comigo.

- Então ta. Te ligo um dia desses. Tchau. – virou as costas e foi para a sua sala.

- Espera! Você nem pegou o número... – Tarde demais, ele já estava longe (...)

8 de set de 2009

(...) Quando cheguei na rua, o Jhonny estava lá me esperando.

- Eu não acredito que eu fiz isso!

- Isso o quê?

- Fui expulso por sua culpa!

- Ninguém mandou ir me defender. Eu já sou bem grandinho, não acha?

- Você é muito mal agradecido. Sempre vem com essas frases feitas. Pegue-as e enfie no...

Nós não vimos, mas um carro vinha em alta velocidade e atingiu Jhonny em cheio. Na hora entrei em desespero. Comecei a chorar,gritar, pedir ajuda.

Logo apareceram funcionários da escola e pessoas que almoçavam num restaurante bem próximo.

Nunca imaginei que isso tudo um dia ia acontecer.

Eu ainda não estava acreditando.

- Jhonny! Volta! Você nem se despediu de mim... Me leva com você! Minha vida não tem mais sentido... Nada mais tem sentido sem você aqui.

Eu estava debruçado sobre seu corpo, e chorava muito.

Toda a nossa história estava passando na minha frente. Nosso primeiro beijo, primeira vez. Nossa primeira briga. Tudo... Tudo que vivemos até ali passou diante dos meus olhos... E quando me dei conta, vi que era ali que tudo acabava. Eu não conseguia acreditar. O pior de tudo foi que ele se foi e eu não pude lhe dizer o quanto eu o amo e que tudo que eu queria era enfrentar o mundo junto dele.

Todos me olhavam sem entender nada.

Não demorou muito e a ambulância chegou. Um enfermeiro tentou me levantar, mas eu me recusava a sair dali. Queria morrer com ele.

- Senhor, por favor, saia de cima do corpo.

- Não posso.

- Por favor, saia.

- Não. Eu ficarei aqui para morrer com ele.

- Se você não sair daí ele vai morrer.

- Ele já está morto.

O enfermeiro tentou ver se o Jhonny ainda tinha pulsação, e para a surpresa de todos...

- Afastem-se todos! Senhor, saia de cima dele. Ele está vivo.