27 de abr de 2009

Dar não é fazer amor

Fiquei um tempo sem postar pois tive preguiça esqueci a senha, me desculpem.

H
oje na escola, uma professora me passou a seguinte crônica, mas só pra mim.

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...

Luís Fernando Veríssimo

Então vamos juntar o útil ao agradável e dar pra quem nos ama (:




10 de abr de 2009

Respondam a enquete !


- Vamos fazer uma aposta?

- Vamos, mas eu não tenho dinheiro.

- Mas não precisa de dinheiro. É assim, vamos jogar sinuca, aí se eu ganhar, você me beija, se você ganhar, eu te beijo.

- Mas... Nós somos primos...

- Isso não importa. Eu sei que desde a primeira vez que tu vieste pra cá, tu começaste a gostar de mim.

- Isso eu não nego.

- Então não tem o que discutir... Vamos jogar!

Nosso diálogo foi rápido. Depois disso, fomos jogar. Ficamos jogando até às 3 da manhã. Se ele não jogava bem, muito menos eu.

Na última bola, ele acertou a branca, dando a vitória a mim.

Ele não pensou duas vezes, deixou o taco de lado e veio me beijar. Entrelaçou sua mão em meus cabelos e me puxou pra perto dele. Antes de me beijar, disse “aposta é aposta” e num piscar de olhos, me beijou. O beijo foi demorado e bem “quente”. Quando me soltou, virou as costas e foi dormir. Não tive outra opção a não ser ir dormir também. Quando entrei na casa, a irmã dele estava na cozinha.

Ela começou a bater palmas e se levantou.

- Parabéns.

- Por quê?

- Por que você deu pro Johnny o que ele queria.

- Não entendi.

- Bom... Você não deu o que ele queria, mas continua assim que ele vai conseguir o que quer rapidinho.

- Ainda não entendi.

- Eu vi o beijo de vocês... Vocês são primos!

- E daí?

- Isso é errado.

- Ficar espionando os outros também. Estamos quites. Boa noite, eu vou dormir.

Fui pro quarto morrendo de medo dela comentar com alguém. No outro dia, quando acordei vi que ele estava deitado na cama ao lado.

- Bom dia.

- Minha irmã viu.

- Eu sei, ela já disse.

- E agora?

- Agora senta e chora, não podemos fazer nada.

- Já sei o que fazer... Eu acho.

- O quê?

- Tudo o que é proibido é mais gostoso, certo?

- Certo. E aí?

- Quando tu voltas pra São Paulo?

- Semana que vem.

- Então... Vamos ficar até lá.

- Você é louco?

- Não. É só ficar escondido. Ninguém precisa saber.

- Mas não é justo.

- O quê?

- Eu vou ficar com você porque gosto de você. Mas o sentimento não é recíproco.

- Eu gosto de ti.

- Falar é fácil. Prova então que você gosta e aí quem sabe eu fico contigo de novo.

- Vem aqui então.

Ele me levou até a sala, reuniu as pessoas que estavam no sítio e disse:

- Nós estamos namorando.

- O quê?!

- É verdade vó, eu a amo demais e quero namorar ela!

- Mas ela ta de volta pra São Paulo em poucos dias...

- Eu vou junto.

- Mas filho, e a faculdade?

- Eu dou um jeito.

Todos ficaram espantados. Na verdade, até eu. A semana passou e nós nos beijamos na frente de todos sem receio algum. Quando chegou o dia de irmos embora, vi que ele não levava mala alguma. Perguntei por que e ele desconversou. Chegamos à rodoviária, ele me deu a passagem e me deu um beijo na testa.

- Boa viagem.

- Mas... E você? Não vem?

- Você é uma criança muito inocente. Caiu na minha. É claro que eu não vou. Tenho toda uma vida aqui, não a trocaria por ninguém. Nem por alguém que me ama.

Eu comecei a chorar. Meu coração se despedaçou em milhões de pedaços. Virei as costas, entrei no ônibus e não olhei pra ele novamente.

Hoje, se passaram 10 anos. Eu ainda vou ao sítio dos avós dele nas férias. Nos vemos, conversamos e tudo mais. Mas confiar nele novamente, nunca mais.


Não diga amar as pessoas como se fosse a coisa mais simples do mundo, você sempre acaba magoando alguém.




7 de abr de 2009

They're futile !

Como algumas pessoas conseguem ser tão fúteis?
Na semana depois do carnaval, eu cheguei na escola (atrasadíssima como sempre), coloquei meu material na mesa e fui pro pátio conversar com meus amigos. Eu estava conversando com uma amiga quando vejo uma "rodinha" (estava mais pra "rodona") de meninas dando risada e se exibindo.
Quando cheguei mais perto, vi um menino "bonito" no meio da roda. Ele é japonês e emo, e pras menininhas ocas, isso basta. Nunca tinha o visto na escola, perguntei para algumas pessoas se ele era aluno novo e ninguém soube responder.
Quando a professora entrou na sala, ele entrou também. Tive a certeza que ele era novo.
Ele se sentou na minha frente, e eu muito educada fui conversar com ele.
Isso foi uma péssima ideia. Imaginem uma pessoa totalmente vazia e fútil, que faz de tudo pra ser o centro das atenções, desde dançar break no meio da sala até latir.
Certo, os dias foram passando e eu o aturando na minha frente, dizendo de 2 em 2 minutos que ele é "fodão".
Um dia, chegando na escola, vi as mesmas meninas em volta dele e ele rodando aquele celular maldito na mão. Não tive dúvidas, fui até ele e bati a mão no celular, fazendo cair e "quebrar", deixando suas fãs horrorizadas. Cheguei a conclusão que ele só se exibe tanto porque aquelas meninas riem do que ele faz.
Quando foi semana passada, estávamos no intervalo, eu estava sentada no chão tomando meu Mupy diário acompanhada do meu amigo. Nós estávamos comparando este garoto que ninguém suporta, a não ser as menininhas do 1º ano com aquele garoto estranho, de estilo próprio, que fica isolado com seu fone de ouvido, mexendo no cabelo e pensando na vida, ou em meio à multidão, mas que está sempre ausente. Aquele que dá vontade de descobrir.
No meio do intervalo, reparamos que todas as meninas deixaram ele sozinho e foram pra outro canto, e ele ficou lá, parado no meio do pátio igual um poste.
Olhamos pro canto onde as meninas foram, e adivinhem...
Havia outro menino novo, e dessa vez, mais "bonito".
Esse é "otaku" (pelo menos pareceu ser), tem cabelo laranja e roxo e olhos claros (como se isso fosse muito importante). Todas as meninas foram rodear ele, e ele (aparentemente sem graça), ficou conversando com elas.
Olhei pro japonês, gritei seu nome e disse: "pois é, suas amiguinhas te abandonaram, te trocaram por um mais bonito, e quando um mais bonito que ele chegar, vocês dois ficarão para trás."
Ele brigou e graças a Deus parou de falar comigo.
Agora, eu olho pra ele sempre sozinho (é claro, porque ninguém mais fala com ele), e as menininhas sempre correndo atrás dos alunos mais bonitos/styles/caralhoa4.

Por favor, alguém me diz qual será o futuro dessas menininhas fúteis, que se importam com a "casca" da pessoa, e não o interior?


4 de abr de 2009

Incapaz ?

- ‘‘... E então... Um dia... Eu tive um amor.

Quem nunca teve? Quem nunca ficou suando frio quando via a pessoa, e quando ela chegava perto, o coração só faltava sair pela boca? Eu já amei, mas hoje, me sinto incapaz de amar. ’’

- Parabéns, sua redação ficou ótima. Pode ir se sentar. Agora, o próximo.

John, o professor que estava cobrindo a licença da professora de Língua Portuguesa. Ele tinha algo em especial, diferente dos outros professores. Pelo menos comigo, era atencioso, gentil, simpático e todas as qualidades de uma ótima pessoa. Ah, ele era bonito também. Bem branquinho, com os cabelos pretos e sempre bagunçados, os olhos cor de mel que constantemente estavam verdes. Nele, não havia aquele estereótipo de beleza masculina, que consiste em braços fortes, tanquinho, corpo bronzeado e aquelas roupas que deixa à mostra o efeito de toda a bomba tomada. Ele era bem magro e alto. Se vestia com camisetas de bandas mais antigas, calça jeans com aspecto sujo e AllStar®, sempre velho. O apelido dele, dado pelos alunos, foi “Kurt Cobain”, porque ele sempre ia com umas camisetas do Nirvana, e assim como o Kurt, ele nunca ligou pro que vestir, ou então, se agrada a alguém com seu jeito frio. Ah, e também por ele parecer drogado, mas isso não vem ao caso.

Eu era do fundão, mas toda aula de Língua Portuguesa, lá estava eu, sentada na frente dele. Nós conversávamos sobre música, cinema, teatro, livros e tudo o que dois ‘’amigos’’ conversam.

Mas voltando à aula, bateu o sinal pro intervalo, e eu estava saindo quando ele me chamou.

- Kate!

- Oi!

- Sua redação ficou ótima, foi a melhor da classe. Mas tem uma coisa que me intrigou.

- O quê?

- Aquilo que você disse... Sobre se achar incapaz de amar. É verdade?

Respirei fundo. Meu coração estava acelerado.

- Sim... É sim.

- Sabe, Kate. Eu também achava que era incapaz de amar de novo. Logo que fiz 18 anos, descobri que seria pai. Eu estava muito feliz, pois tinha gerado um filho com a mulher que eu amava, mas minha namorada não aceitava que eu tinha “acabado” com a vida dela, e pra ela, um bebê era um estorvo. Ela terminou comigo, quis criar o filho sozinha, longe de mim. Imagine como fiquei mal. Além de ter perdido a mulher que eu amava, perdi uma parte de mim, que estava dentro dela. Veja só... Com 18 anos, deixei de acreditar no amor...

- Sua história é muito comovente, mas o que isso tem a ver?

- Hoje tenho 23, e desde aquela época até o começo desse ano, eu ainda tinha o mesmo pensamento que você... Mas agora sei que isso de “ser incapaz de amar” é pura mentira.

- E como você sabe?

Ele estava suando e gaguejando.

- Porque aqui nessa escola, dentre pessoas fúteis e sem caráter, conheci uma mulher incrível.

- Parabéns... E qual professora que é?

- É você.

Eu não acreditava que estava ouvindo aquilo. Meu professor, aquele que eu tanto adorava estava dizendo que me amava. Sentia borboletas no estômago... Estava suando frio e com o coração batendo cada vez mais forte.

E logo após isso, me veio em mente minha redação...

Então... Será que eu também estou apaixonada por ele?

Não sabia o que dizer pra ele, apenas... O beijei.

Aquele beijo... Nunca me esquecerei. Eu sentia o coração dele batendo dentro do meu... Depois daquele dia, passei a acreditar no amor.

Só quem não ama a si mesmo é incapaz de amar outra pessoa




1 de abr de 2009

1º de Abril

"... me desculpa quando te traí, pode ter certeza que eu te amo mais do que a mim mesmo, e que eu quero te fazer a mulher mais feliz do mundo. Vou terminar meu relacionamento para ficar com você, só com você. Mesmo depois de tanto tempo... Você vai me perdoar?"
E com um beijo, respondi que sim.
E foi aí que cometi meu maior erro.
Depois do beijo, veio o inevitável.
Duas pessoas, um quarto, uma cama. O que mais poderia ser?
Tentei evitar, mas era mais forte que eu. Eu o amava, ele me amava.
Eu confiava só nele pra me tirar aquilo que tive a vida toda.
Eu até tinha um relacionamento sério, mas estávamos brigados, e ele e a namorada nunca estiveram bem.
Os beijos foram ficando quentes, e desciam cada vez mais.
Pescoço, ombro, e daí em diante.
A música que tocava era a mesma que ele cantou pra mim no dia que nos conhecemos, havia pouco mais de 1 ano.
Ela se misturava com gemidos, promessas de amor eterno, o barulho da chuva caindo e do vento batendo na janela.
Foi um dos melhores dias da minha vida até então.
Poucos dias depois, meu relacionamento acabou, assim como o dele.
Se passaram mais alguns dias e eu o esperava, e ele... RÁ! Estava se relacionando com outra.
Mais uma vez me pediu perdão, me jurou amor eterno.
Mas pra mim, já não fazia diferença.
Quando fui checar no calendário quando acontecera o melhor dia da minha vida... Não me surpreendi que fosse tudo mentira.

E em mais uma aula de química ;

Era uma quinta feira, e eu como sempre estava entediada em mais uma aula de Química, até que a Ana Galli passou o seguinte texto:

V
iolência, miséria, injustiças. O que torna a vida tão bonita, tão desejada apesar disso tudo? Não há a menor dúvida: é o amor...
Pela lente do amor as pessoas enxergam um mundo mais florido, repleto de possibilidades de dar certo. O amor é plenitude, é êxtase. Quando uma pessoa está amando ela se torna mais gentil, alegre, adquire um ar sonhador e vive rindo à toa. O problema é que se o amor não for bem administrado, ele pode levar a pessoa a atitudes "quase" ridículas.
É justamente isso que tem feito muita gente resistir aos seus encantos. Há até os que desprezam totalmente (provavelmente por medo de se expor). Acham tudo muito embaraçoso e indesejável.

Afinal, uma pessoa que se dá o respeito não pode viver pelos cantos suspirando por alguém que a faz gaguejar e ficar rubro quando está por perto. Isso sem contar os outros sintomas: mãos suando, coração palpitando, respiração pesada, olhar perdido (tipo "peixe morto"). Muito constrangedor!... Afinal o amor não tem nada a ver com Química, certo? Errado! O AMOR É QUÍMICA! Todos os sintomas descritos acima são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão a feniletilamina, a epinefrina (adrenalina), a norepinefrina (noradrenalina), a dopamina, a oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Achou que são muitos nomes? Mas sem eles você não se apaixonaria.
A ação de algumas delas é muito semelhante à ação dos narcóticos, o que explica de certa forma a oscilação entre sentimentos contraditórios como euforia e depressão, característica comum a drogados e apaixonados. A ciência ainda não sabe explicar o que desencadeia o processo químico da paixão.
Como acontece com toda anfetamina, porém, com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência. Passa a necessitar de doses cada vez maiores para provocar o mesmo frenesí do início. Após três ou quatro anos o delírio que você sentia já se esvaeceu por completo. Neste estágio bye, bye...

Se suportarem a falta de emoções intensas e decidirem continuar juntos, o cérebro passará a aumentar gradualmente a produção de endorfinas. As endorfinas atuam como calmante, são analgésicos naturais e proporcionam sentimentos de segurança, paz e tranquilidade. Quem diria, hein? A diferença entre uma paixão torrencial e um amor maduro é simplesmente uma questão de liberar a substância certa! A oxitocina também desempenha um papel importante em nossa vida amorosa. Trata-se de um hormônio produzido na hipófise (uma glândula situada no cérebro) cujas funções principais são: sensibilizar os nervos e simular contrações musculares (a secreção de oxitocina é o que leva ao clímax no ato sexual). Além disso, esse hormônio estimula as contrações uterinas da mulher durante parto, leva a liberação de leite e parece que induz as mães a acariciarem e cheirarem seus bebês.
E você nem sabia que a química é responsável por tudo isso? Acredite isso também pode acontecer com você.
Pelo menos assim você vai parar de fazer cara feia quando ouvir falar de química. Lembre-se sem ela você não sentiria sensações tão maravilhosas como essa. Leia mais sobre química, apaixone-se, dê essa chance ao seu coração, dê essa chance a sua vida, vale a pena!


Juro que essa matéria foi a única que entendi até agora.