30 de set de 2009

Va fa napoli

Além de roubar aquele que foi capaz de me amar, roubou também meu sonho.
Roube-me também a vida... não falta muito para você conseguir.
Sim, isso é para alguém que me tirou as únicas coisas que eu tinha.
Não citarei seu nome, não vale a pena.
Não, eu não a odeio. Pelo contrário, quero seu bem.
Alguns daqui devem conhecê-la, ela participa do programa Temporada de Moda Capricho, que passa toda quarta, às 21horas no Boomerang. Espero que ela vença, para assim realizar o seu sonho, já que o meu, ela realizou por tabela.
Enfim, ela não é o caso, só um desabafo mesmo.
Ultimamente andei lendo o livro Lua Nova, não porque concordo com a fantasia (vampiros deveriam ser incinerados pela luz solar, não brilharem lindamente como diamantes), mas porque estava vivendo do ócio e precisava de algo para fazer urgentemente, e assumo que mesmo lendo o livro com certo receio, gostei e lerei os outros dois, e quando sair o Sol da Meia-Noite, também lerei.
O que me chamou a atenção é que a protagonista descreve sua dor/tristeza como "um buraco em seu peito", e, quando decepcionada, triste ou algo assim, perde o ar, sente uma dor como se fosse um estilete estivesse rasgando-o e deixando inflamar.
O que isso tem a ver comigo? Bom... nada, a não ser o fato de que o meu "buraco" estava cicatrizando, mas agora, parece que jogaram gasolina e acenderam um fósforo lá dentro.
Estou queimando por dentro, mas sou falsa o suficiente para não deixar isso transparecer.

20 de set de 2009

Olhos Vermelhos

Escrevi um conto para a escola, e me apeguei tanto a ele que resolvi postar um pequeno pedaço aqui. Para quem ler e se interessar, disponibilizei ele completo para DOWNLOAD (clique aqui para baixar)

Sinceramente, gostei de boa parte da história, menos da parte final, que está uma bosta. Odeio escrever sob pressão.

Anyway, segue:


(...) Acabou as férias, não podia me atrasar no primeiro dia do semestre. Cheguei à faculdade, subi as escadas correndo, mas trombei com alguém.

- Ai... Me desculpa, sou muito desastrada!

- Não tem problemas. – se abaixou para pegar meu caderno.

- Obrigada.

- De nada. – entregou meu caderno e saiu andando.

- Ei! – não sei por que o chamei. Agi por instinto.

- Fala... – disse ele, olhando para trás.

- Qual é o seu nome? – senti meu rosto corando.

- Denny. – se virou e foi embora.

Cheguei atrasada à sala de aula, me sentei na última carteira e durante toda a aula, só conseguia pensar naquele rapaz. Acho que o interesse não foi mutuo. Nem perguntar meu nome ele não perguntou. Chegou o intervalo. Fiquei sentada em uma mesa lendo o livro “Os Sete”, de André Vianco. Me senti sendo observada, e aquilo incomodava demais. Virei para trás, e dentre muitas pessoas, o encontrei sozinho, fumando e ouvindo música. Ele me encarava de uma forma sombria e encantadora. Sorri. Ele não demonstrou vergonha, não desviou o olhar. Apenas continuou me encarando. Senti minhas bochechas ficando vermelhas. Sempre tirei satisfação com os outros, sempre os enfrentei, mas dessa vez era diferente. Tudo o que conseguia fazer era ficar com raiva, virar-me para frente e voltar a ler (...)


(...) Estava subindo as escadas quando fui puxada pelo braço.

- Me solta! – não sabia quem era, mas não gostava desse tipo de “brincadeira”.

- Pensei que você ia falar comigo. – reconheci a voz. Era o Denny.

- E porque deveria?

- Você me encarou o intervalo inteiro. Fiquei esperando.

- Eu te encarei? Você me olhou o tempo todo...

- Eu tenho certeza que você estava gostando. Até sorriu.

- Sou educada. – não consegui dizer mais nada. Aquele sorriso me desconsertava.

- Você está louca para que eu pergunte seu nome, não está?

- Não, isso é indiferente. – como ele sabia? Eu deixei tão na cara?

- Você deve estar pensando “nossa, como ele sabia?”, mas está na sua cara. Então, como é o seu nome?

- Fuzz – respondi imediatamente. Esperei a noite toda por essa pergunta.

- Belo nome. É bem diferente. Você tem descendentes franceses e italianos, acertei?

- Acertou... Mas como?

- Seus traços. – levantou uma sobrancelha.

- Eu... Tenho que ir. – disse assustada. – Boa noite.

- Boa noite.

Estava indo para a sala e ele me chamou.

- Fuzz!

- Fala.

- Posso te ligar?

- Claro – fui contra todos os meus princípios, mas aquele cara mexeu muito comigo.

- Então ta. Te ligo um dia desses. Tchau. – virou as costas e foi para a sua sala.

- Espera! Você nem pegou o número... – Tarde demais, ele já estava longe (...)

8 de set de 2009

(...) Quando cheguei na rua, o Jhonny estava lá me esperando.

- Eu não acredito que eu fiz isso!

- Isso o quê?

- Fui expulso por sua culpa!

- Ninguém mandou ir me defender. Eu já sou bem grandinho, não acha?

- Você é muito mal agradecido. Sempre vem com essas frases feitas. Pegue-as e enfie no...

Nós não vimos, mas um carro vinha em alta velocidade e atingiu Jhonny em cheio. Na hora entrei em desespero. Comecei a chorar,gritar, pedir ajuda.

Logo apareceram funcionários da escola e pessoas que almoçavam num restaurante bem próximo.

Nunca imaginei que isso tudo um dia ia acontecer.

Eu ainda não estava acreditando.

- Jhonny! Volta! Você nem se despediu de mim... Me leva com você! Minha vida não tem mais sentido... Nada mais tem sentido sem você aqui.

Eu estava debruçado sobre seu corpo, e chorava muito.

Toda a nossa história estava passando na minha frente. Nosso primeiro beijo, primeira vez. Nossa primeira briga. Tudo... Tudo que vivemos até ali passou diante dos meus olhos... E quando me dei conta, vi que era ali que tudo acabava. Eu não conseguia acreditar. O pior de tudo foi que ele se foi e eu não pude lhe dizer o quanto eu o amo e que tudo que eu queria era enfrentar o mundo junto dele.

Todos me olhavam sem entender nada.

Não demorou muito e a ambulância chegou. Um enfermeiro tentou me levantar, mas eu me recusava a sair dali. Queria morrer com ele.

- Senhor, por favor, saia de cima do corpo.

- Não posso.

- Por favor, saia.

- Não. Eu ficarei aqui para morrer com ele.

- Se você não sair daí ele vai morrer.

- Ele já está morto.

O enfermeiro tentou ver se o Jhonny ainda tinha pulsação, e para a surpresa de todos...

- Afastem-se todos! Senhor, saia de cima dele. Ele está vivo.