29 de abr de 2010

O velho jogo de sorrir ...

Há meses eu não sei mais o que acontece comigo.

Estou confusa, com medo, não sei.

Tenho vontade de chorar, gritar, rir, sumir... Sinto uma angustia enorme, um nó na garganta, dor no peito. E isso simplesmente não passa.

Já não consigo comer direito... Muitas vezes, vou dormir em jejum, mas isso não tem tanta importância mais... Pelo menos não para mim.

Já é rotina acordar mal, tanto fisica quanto psicologicamente... Mas eu simplesmente NÃO AGUENTO MAIS.

Não aguento mais acordar chorando no meio da noite por um pesadelo horrível, ou mesmo não conseguir nem dormir por chorar demais.

Os dias estão passando e em mim tudo está igual; estou como uma pedra, sempre no mesmo lugar, sendo chutada para todo canto, mas não querendo estar lá, e sem ter reação alguma. Esqueci de viver; eu gostaria de ser a pedra jogada no rio, iria apenas chegar ao fundo e nunca mais voltar. Talvez essa seja a minha vontade, sumir para nunca mais ter que olhar para rostos mascarados, sorrisos falsos, abraços com um punhal; e é claro, nunca mais voltar, mesmo se precisar morrer... afinal, custe o que custar.

Já estamos em Maio, daqui uns dias é meu aniversário, e do momento em que desejei "Feliz Ano Novo" até agora, só consigo pensar em uma coisa boa que me aconteceu, mas que infelizmente não passou de um sonho bom; – algo que eu não sei o que é há muito tempo.

Eu gostaria que tudo o que aconteceu e o que está acontecendo fosse apenas um pesadelo, daqueles que doem de verdade, como um tiro, talvez. Não importa o meu fim nesse inferno, desde que eu acordasse e visse que tudo não passou de um maldito pesadelo. MALDITO.

Algo que me invadiu e que está tomando meu corpo e minha mente é o ódio. – o que eu nunca senti de verdade, até então – Não quero sentir isso, não me faz bem, mas é inevitável. Nunca antes eu quis bater tanto em alguém até deixar a pessoa no chão, nunca tive vontade de ver alguém sofrer tanto quanto quero agora. Eu sei que é errado, sei que não fará bem nem para mim mesma, e, como disse um amigo, a pior arma que o ser humano tem é o que ele deseja a alguém... mas meu ódio e meu desejo de dor a esse alguém é tanto que eu nem me reconheço mais.

Mas eu sorrio. Estou sorrindo o tempo todo, para todos à minha volta. Isso é fácil, assim como dizer "eu estou bem".

Sinceramente, eu não sei o que estou escrevendo aqui, são tantas coisas passando pela minha cabeça, eu estou tentando escrever tudo, tentando lançar meus pensamentos vãos, desabafar. Eu só queria poder voltar no tempo e fazer tudo certo, quem sabe agora eu estaria bem? Ou talvez não, eu não sei o que quero, não consigo ter certeza... Só tenho certeza de uma única coisa, mas não depende só de mim.

Eu simplesmente não me reconheço mais.

Quero a antiga Mayara de volta, por favor!


Desculpem o desabafo enorme, mas precisava disso.


"Se meu sorriso mostrasse o fundo da minha alma, as pessoas ao me verem sorrindo, chorariam comigo." – Kurt Cobain


"O velho jogo de sorrir quando o que mais se quer é se desmanchar em lágrimas."


Eu te odeio

Eu te odeio

Eu tenho pena de mim


Eu não posso dizer.


18 de abr de 2010

(...) Fui para o meu quarto e fiquei refletindo sobre tudo o que aconteceu.
Cheguei à uma conclusão: o Jimmy foi assassinado, e o Denny sabe algo sobre a morte dele. Ele é doente por mim, não quis nem saber sobre a morte, me viu o beijando, ficou com raiva. Na mesma madrugada, Jimmy morreu.
Resolvi voltar à casa dele e tirar isso a limpo.
Quando cheguei na frente do condomínio, o vi saindo com alguns "amigos". Resolvi segui-los. Após umas 2 horas, eles ainda estavam sentados em um bar, mas ninguém bebia e nem comia nada, apenas conversavam. Enquanto os observava, vinha à minha mente cenas do assassinato de Jimmy. Era muito estranho, estava tudo muito desfocado, e eu via apenas o Jimmy sendo atacado por outra pessoa, um "clone" dele. Quando me dei conta, os três não estavam mais no bar. Perguntei para pessoas da mesa ao lado se elas viram a direção em que eles foram. Fui correndo e logo os avistei.
Já não sabia em que bairro estava, mas sabia que estava escondida, observando-os em uma rua sem saída. Meu coração batia descompassado, meus pensamentos estavam desalinhados. Eles apenas conversavam, até que um deles avistou uma moça saindo de sua casa. Todos foram em direção, a cercaram e o Denny avançou sobre ela. Assisti a cena chocada. Após alguns minutos, ele a largou no chão, provavelmente morta. Ele olhou para mim, seus olhos estavam vermelhos, sua boca escorria sangue. Fiquei parada no meio da rua, ele e os outros vieram em direção a mim. Não tive medo dele, apenas fiquei chocada.
Creio que ele não teria coragem de me matar. (...)

D
esculpem mais uma vez enchê-los com meus trechos de contos idiotas, mas não sabia o que postar, e queria.